A importância de um bom Planejamento Digital e por que as marcas devem continuar presentes nas redes sociais

March 1, 2017


Felizmente grande parte das empresas já se deu conta da importância de marcar presença nas redes sociais. Porém, essa presença nem sempre vem acompanhada de um bom planejamento e ações saudáveis para a reputação da marca. 


Machismo e misoginia estão entre os casos mais polêmicos no Brasil, mas são muitos os maus exemplos de uso das marcas nas redes sociais. Para citar um deles, o caso do Bomnegócio está entre os mais cômicos, ainda que seja de 2014.


Uma postagem aparentemente inocente na FanPage do Bomnegócio exibia uma foto de um casal de clientes felizes na compra do carro novo através do site. Teria sido só mais uma ação de Marketing camuflada se um internauta atento não tivesse descoberto a gafe: uma imagem de banco de imagens Shutterstock foi utilizada para retratar uma suposta história verídica. O caso #deuruim e a empresa foi obrigada a se retratar pela história falsa, além de ter de conviver com os memes a ter a repercussão nos exemplos de piores cases da rede.

 

acervo (Reprodução / Facebook)


 
Outro caso que deu o que falar, foi a polêmica frase da Halls. Na tentativa de ser engraçada, a marca postou em sua FanPage a frase “Pegaria muito a namorada do meu amigo”. Esse papo até pode funcionar em mesa de bar, para um pequeno grupo simpatizante, mas está longe de dar certo nas redes sociais. Parte do público curtiu a ideia, mas a enxurrada de protestos foi muito maior. Apesar de o resultado ser negativo, a empresa não retirou o post do ar, apenas remanejou sua posição na timeline

 

Pode-se dizer que faltou análise e planejamento na hora de se posicionar com a brincadeira. Primeiramente, por que a Halls escolheu abordar traição e o que o tema pode ter de relevância para o consumo de Halls? Ficou difícil responder essa, não é mesmo? É porque provavelmente não foi uma atitude bem calculada.


Se a imagem apresenta ruído na comunicação, se é discriminatória ou é simplesmente uma ideia ruim, o público não perdoa nessas horas e as marcas precisam ter agilidade na hora de corrigir um erro. Senão, chovem risadas e, pior, críticas pesadas.


Em pelo menos duas ocasiões bastante memoráveis - negativamente falando - a marca de cerveja popular Skol se envolveu em polêmicas com os consumidores e teve de ser ágil na resolução das crises. Em 2012, quando se viu envolvida no caso da banda New Hit, cujos integrantes eram acusados de estupro - a marca teve o Facebook bombardeado de mensagens negativas. Não deu outra, foi obrigada a se posicionar: cancelou o patrocínio e  se desculpou rapidamente com o seu público, recuperando a confiança da maioria na ocasião. Entenda melhor o caso aqui.

 

Já no Carnaval de 2015, a mesma cerveja também foi acusada de apologia ao estupro pela publicidade ambígua de uma campanha que não estava apenas no digital, mas que teve maior repercussão negativa nas redes sociais. Quem aqui não se lembra do caso "Esqueci o NÃO em casa. E trouxe o  NUNCA" ? Se a imagem abaixo não ajudar, relembre o caso aqui.

 

campanha skol (Reprodução / Facebook)


Apesar dos riscos, escolher ausentar-se das redes sociais não é uma escolha viável. Pode ser, inclusive, muito pior uma marca não acompanhar o que se fala dela. Afinal, não é o fato de esta não estar online que inibirá as reclamações dos consumidores. Muito pelo contrário, a ausência de um canal de relacionamento mais acessível ou mesmo a ausência de uma resposta adequada à uma determinada situação podem, e vão com toda certeza, minar esforços de Marketing de anos inteiros. As más reputações se espalham em uma velocidade incrível e a marca precisa ser muito rápida e assertiva nas suas interações. 


Estar presente no Digital, não se trata apenas de manter o Marketing Digital com anúncios patrocinados no Facebook e demais redes. Mas principalmente ter um planejamento de todas as ações interativas nessas redes.

 

É claro que não se pode prever com exatidão a reação do público ou todos os tipos de reação que uma determinada campanha poderá provocar durante a sua veiculação, caso contrário não teríamos novos piores cases a cada ano. Mas com um bom planejamento e monitoramento pode-se, inclusive, construir um verdadeiro arsenal de possíveis saídas para gerir uma crise. 

 

O maior problema pode não ser apenas meter-se em enrascadas, mas pior: não saber sair delas. As marcas precisam investir nessa preparação, pois o público quer continuar interagindo com elas de igual para igual, em um relacionamento honesto e transparente - quiçá duradouro.
 

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